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Cartão de visita: guia completo para acertar na impressão

Por equipe Acessível Gráfica · · 11 min de leituraPilha de cartões de visita sobre mesa de madeira, com carteira de couro e régua de aço ao lado

Um cartão de visita bem impresso costuma medir 9 x 5 cm, vem de um arquivo de 96 x 56 mm com 3 mm de sangria, em CMYK e com texto a pelo menos 4 mm do corte. Papel de 250 g ou 300 g e um acabamento coerente com o uso completam a decisão.

Um cartão de visita dá errado em poucos pontos previsíveis: arquivo sem sangria, cor montada em RGB, texto colado no corte, papel que não combina com o uso ou informação demais em pouco espaço. Este guia passa por cada decisão na ordem em que ela aparece, com as medidas e contas prontas, e aponta para os artigos que aprofundam cada assunto.

Use assim: decida o formato, monte o arquivo, escolha o papel e o acabamento, feche o texto e rode o checklist no fim. Se você só quer imprimir sem complicar, a página de cartões de visita traz o produto e a especificação de referência.

Qual é o tamanho padrão do cartão de visita?

O tamanho mais usado no Brasil é 9 x 5 cm, ou seja, 90 x 50 mm. Trata-se de um costume de mercado, não de uma exigência legal. A norma brasileira de formatos de papel, a NBR NM ISO 216, trata das séries A e B e, na descrição do catálogo, não fala em cartão de visita. O mesmo catálogo mostra a norma como vigente e traz um aviso de cancelamento, então confirme o status na ABNT se precisar citá-la.

Uma confusão comum é chamar 90 x 50 mm de formato de cartão de crédito. O cartão bancário segue o tipo ID-1 da ISO/IEC 7810, que tem 85,60 x 53,98 mm, medida reproduzida no Doc 9303 da Organização da Aviação Civil Internacional. A diferença parece pequena, mas muda o encaixe em porta-cartões feitos para cartão bancário: o de visita fica 4,4 mm mais comprido e quase 4 mm mais baixo.

Formato

Medida final

Quando usar

Padrão brasileiro

90 x 50 mm

Quase todos os casos

Cartão bancário (ID-1)

85,60 x 53,98 mm

Cartão que precisa caber em compartimento de cartão bancário

Padrão americano

88,9 x 50,8 mm

Arte recebida de matriz ou modelo importado

Dobrado

90 x 100 mm aberto, 90 x 50 mm fechado

Precisa de mais texto, como serviços e endereços

Modelos estrangeiros costumam vir em 3,5 x 2 polegadas. Se você baixou um deles, ajuste para o gabarito da gráfica antes de diagramar. As medidas completas, com cantos, formatos alternativos e vertical, estão em tamanho de cartão de visita e margens de corte.

Como o arquivo precisa ser montado

A guilhotina nunca corta exatamente na mesma posição em todas as folhas. Por isso o arquivo tem três áreas, e cada uma tem uma função.

Área

Medida no padrão 9 x 5 cm

O que entra

Arquivo com sangria

96 x 56 mm

Fundos, fotos e faixas que vão até a borda

Linha de corte

90 x 50 mm

É o tamanho final, nada importante encosta aqui

Área de segurança, com 4 mm de margem

82 x 42 mm

Texto, logo, QR code

A Adobe informa que 3 mm é o valor padrão de sangria, mas ressalta que alguns fornecedores pedem mais. Daí vem a conta: 3 mm de cada lado somam 6 mm em cada dimensão, resultando em 96 x 56 mm.

A margem de segurança não tem número único, e por isso sugerimos 4 mm como folga prática, confirmando com a gráfica. A razão aparece na NBR 5339, norma sobre tolerâncias de papel e cartão: segundo o resumo técnico da Target, para dimensões até 150 mm ela admite variação de 1,5 mm para mais ou para menos. Embora trate do formato do papel, e não do corte do seu cartão, ela mostra a ordem de grandeza. Uma variação dessas com margem de 1 mm comeria a letra.

Cor e resolução

Cor impressa se monta em CMYK, com ciano, magenta, amarelo e preto. A tela trabalha em RGB, que alcança cores mais vivas do que a tinta costuma reproduzir. Cores muito saturadas são as que mais podem decepcionar, então não julgue o resultado só pelo monitor.

Para fotos, a referência comum é 300 dpi no tamanho final. O próprio Canva descreve seu PDF para impressão como um arquivo de 300 dpi, com opção de sangria, marcas de corte e perfil de cor. Na conta, um fundo de 96 x 56 mm a 300 dpi precisa de cerca de 1.134 x 661 pixels. Uma imagem menor que isso tende a sair com aspecto borrado.

Formato de entrega

Peça à gráfica o formato preferido. Na falta de indicação, o PDF é o caminho seguro. A Datalogics explica que o PDF/X-1a aceita só cores CMYK ou especiais e exige fontes incorporadas, o que elimina duas fontes clássicas de problema. O passo a passo, inclusive no Canva, está em como fazer cartão de visita para imprimir em gráfica.

Folha impressa de cartões em branco sobre mesa de corte, com marcas de corte nos cantos e fundo colorido passando da linha de corte

Qual papel e gramatura escolher?

Para a maioria dos negócios, um papel de 250 g/m² ou 300 g/m² resolve bem. A escolha do tipo de superfície pesa tanto quanto o peso: papel revestido deixa a cor mais fechada e papel sem revestimento dá tato natural, com tinta mais absorvida.

Gramatura é a massa do papel por metro quadrado. Com ela dá para fazer duas contas úteis. Um cartão de 9 x 5 cm tem 0,0045 m², então cada unidade em 250 g/m² pesa cerca de 1,13 g, e mil unidades chegam a 1,13 kg de papel. Em 300 g/m², o milheiro sobe para 1,35 kg. A diferença é pequena no frete, mas sensível na mão.

Dois avisos técnicos ajudam a não pagar por um número. Segundo o mesmo resumo, a NBR 5339 aceita 4% de variação na gramatura, ou seja, um papel vendido como 250 g/m² pode ficar entre 240 e 260 g/m². E a pesquisadora Anna Lúcia Mourad, no informativo do Instituto de Tecnologia de Alimentos, relata, em texto sobre cartão para embalagem, que a rigidez depende também da forma como as camadas são construídas. Dois papéis de mesma gramatura podem dobrar de jeitos diferentes, e por isso a amostra física vale mais que a ficha.

Se o cartão vai...

Escolha melhor

Por quê

Valorizar foto e cor forte

Revestido, com brilho

A superfície segura a tinta e fecha mais a cor

Receber anotação de caneta

Sem revestimento, ou verso sem verniz

Revestimentos dificultam a escrita

Passar imagem artesanal ou natural

Kraft

A cor do papel entra no visual

Andar muito em bolso e carteira

Gramatura maior e acabamento protetor

Menos desgaste nas pontas e na superfície

O comparativo completo está em papel para cartão de visita: gramatura e tipo ideais.

Verniz, laminação ou nenhum dos dois?

O acabamento protege e muda a aparência, com um custo escondido: revestimentos atrapalham a escrita. O consultor de impressão Steven Waxman, no blog da Printing Industry Exchange, orienta deixar uma área sem impressão e sem revestimento onde for preciso escrever com caneta esferográfica, porque a tinta pode borrar.

Vale pesar também o lado visual. O guia de verniz da fabricante Sappi lembra que o UV mostra mais marcas de dedo e menos riscos, e que o acabamento brilhante deixa os pretos mais densos que o fosco. Em um cartão escuro, que passa de mão em mão, vale comparar os dois em amostra.

Na prática, a decisão é simples:

  • Verniz total na frente: dá brilho e proteção por igual. O verso livre continua útil para anotar.
  • Verniz localizado: cria contraste entre áreas brilhantes e foscas, normalmente sobre logo ou um grafismo. Exige um passo de produção adicional e arquivo próprio.
  • Sem revestimento: indicado para kraft e para quem quer papel natural.

O cartão com preço de referência da Acessível Gráfica é 4x0, em 250 g, com verniz UV total na frente, em 1.000 unidades, por R$ 70,00. A diferença entre as opções, com os cuidados de arquivo, está em verniz localizado ou total.

O que escrever no cartão

A área útil de 82 x 42 mm é menor do que parece. Com texto em corpo 8 e entrelinha de 10 pontos, cada linha ocupa cerca de 3,5 mm, e a altura comporta no máximo 11 linhas sem logo, sem respiro e sem separação. Na vida real, cabem de 5 a 7 linhas confortáveis em uma das faces.

Uma lista enxuta costuma funcionar melhor: nome, função, empresa, um telefone, um site ou e-mail, e o endereço quando o cliente precisa ir até você. O verso serve para o que a frente não comporta, como serviços, mapa ou QR code. Como separar frente e verso por tipo de negócio é o tema de o que colocar no cartão de visita frente e verso.

Três situações pedem um olhar próprio:

  • QR code: a Denso Wave, criadora do código, exige margem livre de quatro módulos em todos os lados. Em cartão de visita com QR code mostramos a conta do tamanho, o nível de correção e como testar antes de imprimir mil unidades.
  • Profissão regulamentada: quem advoga tem regras específicas, com dados obrigatórios e vedações, reunidas em cartão de visita para advogado.
  • Programa de carimbos: um cartão que precisa ser marcado a cada compra não pode ter o mesmo acabamento de um cartão comum. Veja como criar um cartão fidelidade.

Quando o kraft compensa

Papel kraft combina com padaria, cafeteria, marca artesanal e produto natural, mas cobra um preço visual. A tinta de impressão é translúcida e deixa o fundo aparecer, então cores claras somem e o branco simplesmente não existe sem tinta específica. A regra é desenhar para o papel: preto ou cor escura em áreas firmes e pouco degradê. A explicação com exemplos está em cartão de visita kraft.

Quanto custa e quantos pedir?

O preço de um cartão de visita depende de tiragem, papel, número de cores e acabamento, e o custo por unidade tende a cair quando a quantidade sobe. Por isso a conta certa olha o valor por unidade e o tempo até os dados ficarem velhos.

No preço de referência da Acessível, R$ 70,00 por 1.000 unidades, cada cartão sai por R$ 0,07. A partir disso, a pergunta útil é quanto tempo mil cartões duram no seu ritmo.

Cartões entregues por semana

Duração de 1.000 unidades

5

Cerca de 200 semanas, quase 4 anos

20

50 semanas, quase 1 ano

50

20 semanas, cerca de 5 meses

100

10 semanas, pouco mais de 2 meses

Se você entrega 5 por semana, dificilmente chegará ao fim dos mil sem trocar telefone, endereço ou cargo. Nesse caso, uma tiragem menor pode valer mais, mesmo com custo unitário maior. Para outras quantidades e materiais, o caminho é pedir um orçamento com a especificação em mãos: formato, papel, cores de cada lado, acabamento e quantidade.

Erros que custam uma reimpressão

Erro no arquivo

Sinal de alerta

Como corrigir

Sem sangria

Filete branco em uma borda depois do corte

Estender o fundo até 96 x 56 mm

Texto no limite do corte

Margem visualmente torta ou letra cortada

Recuar tudo para a área de segurança

RGB no arquivo

Cor apagada em relação à tela

Converter e revisar antes de exportar

Fonte não incorporada

Letra trocada ou texto deslocado

Incorporar fontes ou converter em curvas

Imagem da internet

Logo com bordas serrilhadas

Usar vetor ou arquivo em alta resolução

QR sem margem

Leitura falha ou demorada

Respeitar quatro módulos livres em todos os lados

Telefone errado

Só aparece depois de pronto

Discar o número e abrir o site a partir da prova

O último item é o mais caro e o mais fácil de evitar. Antes de aprovar, peça a outra pessoa para ler a arte, porque quem escreveu tende a ler o que imaginou. Aqui, a Acessível revisa a arte antes de imprimir e envia para aprovação online, mas a conferência do conteúdo continua sendo sua, porque só você sabe se o número está certo.

Checklist de 12 itens antes de aprovar

Passe por esta lista com o PDF aberto em 100%.

  1. O formato final é 90 x 50 mm, ou o combinado com a gráfica.
  2. O arquivo tem sangria nos quatro lados, com fundo até o limite.
  3. Textos e logo estão dentro da área de segurança.
  4. O documento e as imagens estão em CMYK.
  5. As fotos têm resolução suficiente para o tamanho impresso.
  6. As fontes estão incorporadas, ou convertidas em curvas.
  7. Texto pequeno está em preto só de K, sem mistura de quatro cores.
  8. Nome, cargo, telefone, e-mail e site foram conferidos letra por letra.
  9. O telefone foi discado e o site, aberto.
  10. O QR code foi lido em mais de um celular, na prova em tamanho real.
  11. O verso e a frente estão na ordem certa e com a orientação correta.
  12. Especificação confirmada por escrito: papel, cores, acabamento e quantidade.

Por onde começar

Se o tempo é curto, siga esta ordem: copie o texto em um arquivo simples e corrija, escolha 9 x 5 cm, use 250 g ou 300 g e decida o verniz pelo uso, pensando em anotar ou não no cartão. Depois monte a arte com 96 x 56 mm e margem de 4 mm, e exporte em PDF. Imprima a página em casa em escala de 100% e recorte: esse teste de dois minutos mostra se a letra está legível e se o QR code lê, antes que mil unidades fiquem prontas.

Perguntas frequentes

Qual é o tamanho padrão do cartão de visita no Brasil?

O mais usado é 9 x 5 cm, ou 90 x 50 mm. É uma convenção de mercado: não localizamos norma da ABNT que fixe essa medida. Antes de montar a arte, confirme o gabarito com a gráfica, porque carteiras e porta-cartões aceitam bem esse formato, mas tamanhos especiais podem mudar o corte.

Qual a melhor gramatura para cartão de visita?

Para a maioria dos negócios, 250 g/m² ou 300 g/m² dão boa sensação na mão. A gramatura sozinha não garante rigidez, que também depende de espessura e construção do papel. Se puder, peça uma amostra física antes de fechar um pedido grande e compare as duas opções.

O que significa cartão 4x0 e 4x4?

O primeiro número indica as cores da frente e o segundo, as do verso. Em 4x0 a frente tem as quatro cores do CMYK e o verso fica sem impressão. Em 4x4 os dois lados são coloridos. O verso livre ajuda quando você precisa anotar algo à mão.

Quanto custa imprimir 1.000 cartões de visita?

Na Acessível Gráfica, 1.000 cartões 4x0, em 250 g, com verniz UV total na frente, custam R$ 70,00, o que dá R$ 0,07 por unidade. Outros papéis, tiragens e acabamentos mudam o valor. Para essas variações, o caminho é pedir um orçamento com a especificação completa.

Posso mandar a arte do cartão de visita em JPG ou PNG?

Pode funcionar em alguns fluxos, mas PDF é o formato mais seguro. O PDF/X-1a, por exemplo, exige cores em CMYK ou especiais e fontes incorporadas, o que evita troca de letra e surpresa de cor. Se só tiver imagem, confira se ela tem resolução suficiente e sangria.

Fontes

Acessível Gráfica

Acessível Gráfica: gráfica, personalizados e impressão 3D para empresas. Como produzimos nossos conteúdos.

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